Vida de repórter é estressante, ainda mais quando você é repórter setorizado no Palácio do Planalto. Eu fui setorizado de 1980 até 1989 quando assumi a assessoria de imprensa do presidente do TSE, ministro Francisco Rezek, nas eleições diretas para Presidente da República. Lembro de alguns momentos inesquecíveis: dormi no navio Minas Gerais, dormi em uma cozinha no quartel localizado no Marco BV 8, na divisa do Brasil com a Venezuela, entrei e sai de helicóptero em um navio Napaflu, da Marinha, durante navegação no rio Amazonas/Negro. Pouso e decolagem emocionantes. Fui trabalhando a todos os estados da região norte por diversas vezes. Estava em Porto Velho (Rondônia) e à noite acertei com alguns repórteres para ir comer um peixe em um restaurante que gostava muito. Não achei o restaurante. Motivo simples: o restaurante era em Boa Vista (Roraima). Dormi em uma esteira rolante do aeroporto de Lisboa. Era de madrugada e o avião que iria levar os jornalistas para a ilha do Sal, em Cabo Verde, deu pane e então o jeito foi tirar uma soneca. Quantas vezes fui a Serra dos Carajás. O hotel era muito simples mas o almoço e o jantar diariamente não mudava. Lembro até da salada. Era comer ou ficar com fome. Nao havia alternativa de restaurante. E a luta para conseguir um telefone para entrar ao vivo no programa do Valter Lima, na rádio Nacional? Não existia celular. Dormi em plena selva Amazônica. O Exército montou uma camas de campanha. Foi a salvação. Banho com água gelada apesar do frio à noite. Durante um encontro bilateral Brasil/Argentina na Serra dos Carajás consegui uma carona no avião Tango Uno do presidente Menem. Era abusado e como o avião estava vazio, sentei bem ao fundo na cadeira do presidente argentino. Menem voltou para Brasília no Boeing do presidente Sarney.Tenho mais mil histórias. Em Lucas do Rio Verde, bem no inicio do projeto, o piloto de um pequeno avião onde eu estava, decolou e eu fiquei entrevistas do um colonos de Ronda Alta, no Rio Grande do Sul. A minha sorte é que o avião decolou com a porta aberta e o piloto foi obrigado a voltar. Vou lembrando e contando aqui no blogdotamanini
