Corria o ano de 1980. Meu saudoso pai, Waldemar Henrique Tamanini, comprou uma casa ponta de picolé na QI 17 Conjunto 07 casa 20, no Lago Sul (bem perto da casa do Renato Riella e do saudoso Flory Machado). Como eu gostava muito de jogar futebol ele construiu um campo de futebol Society, perto de onde instalou um catavento com as cores do Fluminense. De um lado do campo ficava a residência do embaixador da Costa do Martim. Na outra extremidade a casa do então secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, coronel Lauro Rieth. Havia um cipreste que impedia o acesso dos moradores de um lado e de outro. O problema é que os “peladeiros” chutavam toda hora a bola no terreno do secretário de Segurança. Fizemos um buraco no cipreste e resolvemos o problema. A bola caia do outro lado e era só passar pelo buraco no cipreste e pegar a bola. O coronel nunca reclamou a invasão. A familia dele também aproveitava essa abertura no cipreste porque eles construíram um campo de voleibol e a boa sempre caia no terreno da casa do meu pai. Todos conviviam às mil maravilhas.
