Em 1972, meus pais se mudaram para um condominio no Leblon, na zona sul da cidade, chamado carinhosamente pelos moradores de “Selva de Pedra”, nome dado em homenagem a uma novela exibida na época pela Tv Globo. Moramos um ano em um apartamento alugado na rua Padre Achotegui (1895–1971) – sacerdote jesuíta espanhol conhecido no Rio de Janeiro por sua atuação religiosa e educacional, tendo sido o diretor da Escola Noturna Santo Inácio entre os anos de 1960 e 1962 – até que o apartamento próprio ficasse pronto, na rua ao lado denominada Ministro Ramos Montero (frequentemente chamada por engano de “Monteiro”) é uma rua sem saída localizada dentro do condomínio “Selva de Pedra”. A rua é uma homenagem ao diplomata e escritor uruguaio Dionisio Ramos Montero, que atuou como ministro plenipotenciário do Uruguai no Rio de Janeiro entre 1920 e 1932. Devido às excelentes relações diplomáticas que manteve durante sua estadia na cidade, ele foi homenageado com o nome do logradouro. As duas ruas ficam ao redor da Praça Milton Campos. Esse mineiro de Ponte Nova (16/08/1900 a 16/01/1972) foi um político, professor, jornalista e advogado brasileiro. Foi governador de Minas Gerais, deputado federal, senador, vereador e ministro da Justiça.
Quando residia no condominio “Selva de Pedra”, eu estudava no Colégio Acadêmico, no Humaitá – ao lado do colégio Padre Antonio Vieira, denominado pelos alunos de “Padreco”. Nesse período, como tinha 17 anos, fiz minha inscrição no serviço militar obrigatório. Fui dispensado, graças ao coronel Adônis, amigo do meu pai, e que era comandante do quartel do Exército no Leblon, após os exames de praxe no Forte Copacabana.
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