Não sei a quantidade de vezes que embarquei e desembarquei no charmoso aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Lembro de uma viagem que fiz de Congonhas para o Santos Dumont sentado ao lado do craque de bola, Roberto Rivelino. Mais de meia hora lembrando dos tempos de Fluminense. Várias vezes dei carona para o Riva depois dos jogos no Maracanã. Ele morava em um prédio na avenida Pasteur.
O Aeroporto Santos Dumont é um dos casos mais impressionantes da aviação brasileira. Pequeno quando comparado aos grandes aeroportos internacionais, ele tem uma relevância gigantesca para o Rio de Janeiro e para a economia do país.
Inaugurado em 1936, foi o primeiro aeroporto civil do Brasil e ocupa uma área estratégica construída sobre aterro na Baía de Guanabara. Diferente da maioria dos aeroportos modernos, que ficam afastados dos centros urbanos, o Santos Dumont está praticamente dentro do coração financeiro do Rio.
Essa localização é o seu maior diferencial. O terminal fica a poucos minutos do Centro, perto da zona portuária, da Cinelândia, da Marina da Glória e de bairros turísticos como Flamengo, Botafogo e Copacabana. Para executivos e turistas, isso reduz drasticamente o tempo de deslocamento.
Mas o que torna o Santos Dumont ainda mais famoso é a operação aérea. Sua pista principal tem apenas 1.323 metros, uma dimensão curta para jatos comerciais. Por isso, pousar e decolar dali exige precisão das tripulações e oferece uma das experiências visuais mais marcantes do mundo.
A aproximação sobre a Baía de Guanabara, com vista para o Pão de Açúcar, a Ponte Rio-Niterói e o Centro do Rio, transformou o aeroporto em um dos mais cinematográficos do Brasil.
Além disso, o Santos Dumont é peça-chave da ponte aérea Rio-São Paulo, uma das rotas corporativas mais importantes da América Latina, ligando diretamente o Rio ao Aeroporto de Congonhas.
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