Tenho um amigo desde 1973 – moramos no mesmo prédio no Leblon – que se notabilizou por vestir a camisa 11 do Fluminense no período em que o clube das Laranjeiras ficou conhecido do torcedor como ” A Máquina Tricolor “. José Roberto Lopes Padilha, o Zé Roberto, nascido e criado em Três Rios (RJ), teve a felicidade de atuar ao lado de quatro grandes craques do futebol brasileiro e mundial: Rivelino, Gerson, Paulo Cezar Caju, todos no Fluminense, e Zico, no Flamengo. Zé Roberto atuava como um “carregador de piano”, dando equilíbrio ao time e compensando a movimentação de outros atletas consagrados. Zé Roberto apenas não teve a sorte de atuar ao lado do maior de todos, o saudoso Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé. Perguntei qual dos quatro que ele jogou pode ser considerado o craque dos craques. Ele foi direto na resposta: Rivelino e Zico.
O grande tricolor Carlos Alberto Parreira sempre elogiou o futebol de Zé Roberto: Parreira e o ex-ponta-esquerda Zé Roberto construíram uma longa relação profissional no Fluminense nos anos 70. Parreira, que era auxiliar técnico na época, foi um grande entusiasta do futebol e dos treinamentos físicos de Zé Roberto, acolhendo o jovem jogador revelado no interior fluminense. O entrosamento da dupla no Tricolor destaca-se por momentos históricos: Quando o presidente Francisco Horta montou a famosa ” A Máquina Tricolor”, o empenho e dedicação de Zé Roberto nos treinamentos cativaram Parreira, que arrumou um espaço na equipe titular recheada de estrelas. Zé Roberto foi peça tática importante no time de Parreira e Zagallo, integrando o elenco campeão do Campeonato Carioca de 1975. Zé Roberto relembrou em diversas entrevistas como Parreira, então um dos pioneiros na aplicação de modernos métodos físicos no Brasil, transformou a sua carreira e lhe deu a base necessária para atuar profissionalmente.
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