Na fase final do jornal alternativo durante o regime militar o cartunista Jaguar, pseudônimo de Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, um dos idealizadores do jornal, publicou crônicas do atual presidente da Academia Brasileira de Letras, torcedor do Fluminense, advogado e jornalista, Ernani Buchmann. Jaguar deu chamada na capa: “Ernani Buchmann, uma revelação que vem do Sul”. Anos depois, eu o encontro em um voo Curitiba-Santos Dumont. No desembarque, lembrei a ele aquela manchete. Ele retrucou de bate-pronto: “E pelo jeito continua vindo”. Jaguar nasceu no dia 29 de fevereiro de 1932, vindo a falecer, também no Rio de Janeiro, em 24 de agosto de 2025. O cartunista começou a carreira, no ano de 1952, quando trabalhava no Banco do Brasil. Na ocasião, conseguiu publicar um desenho na coluna de humor Penúltima Hora no jornal Última Hora. O Pasquim, a partir de 1969, se tornou um símbolo de oposição à ditadura militar brasileira.
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