Meu saudoso pai, Waldemar Henrique Tamanini, morava em uma casa em um terreno de ponta de picolé na QI 17 conjunto 7 casa. Tinha um campo de futebol Society e todo sábado à tarde havia uma “pelada” maravilhosa. Perto do gramado havia um cata-vento cujas paletas meu pai pintou com as cores do Fluminense. De um lado da casa morava um diplomata italiano e do outro lado um diplomata da Côte d’Ivoire (Costa do Marfim). A rua ficava lotada de carro. Um dia meu pai convidou o diplomata africano para jogar com a turma de jornalistas, assessores graduados dos três Poderes etc… Ele gostou da idéia e disputou uma animada “pelada”. Até que um dos jornalistas se enfezou porque ele não jogava nada. O diplomata entendeu o recado e foi embora. Eu e meu pai ficamos com a cara no chão. Ninguém sabia mas o “peladeiro” era o embaixador da Costa do Marfim.
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