Meu saudoso pai, Waldemar Henrique Tamanini tinha uma grande amizade com seu primo, Lourenço Fernando Tamanini. Meu pai morava na QI 13 e o Fernando na QI 05, ambas no Lago Sul, em Brasília. Fernando só chamava meu pai pelo apelido de infância em Santa Teresa (ES): Tibinha.
Natural de Santa Teresa, na região serrana do Estado, Lourenço Fernando Tamanini era filho de Lourenço Luiz Tamanini e da renomada escritora Virgínia Gasparini Tamanini. Formou-se em Direito, atuou como procurador do Distrito Federal, foi membro de várias instituições culturais brasileiras e sócio-fundador do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, que presidiu por alguns anos.
Foi pioneiro da nova capital, onde viveu desde sua fundação e cuja história conhecia como poucos. Sua paixão por Brasília resultou no livro “Brasília – Memória da Construção”. Criou na capital federal o Clube dos Leões.
Professor Emérito da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Planalto Central – FAUPLAC – DF, herdou e compartilhou com sua mãe – Virgínia Tamanini, que deu nome a um museu em Itapina, Colatina – a paixão pelos livros. Escreveu ainda as obras “Como foi Brasília um dia”, “Um homem pobre e o menino” e “O caminhante e a jovem formosa”
O Museu Virgínia Tamanini tem como objetivo preservar a memória e trajetória de sua mãe, bem como o distrito de Itapina, onde ele viveu sua infância e onde desejava viver seus últimos anos de vida. Fernando morreu em Brasília no dia 2 de março de 2015.
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