O famoso Zé do Peixe era sergipano como meus amigos Cezar Britto, Henri Clay, Roberto Caldas, Aécio Amado e Rosa Costa:
José Martins Ribeiro Nunes, mundialmente conhecido como Zé Peixe, foi um prático de navios brasileiro que se tornou uma verdadeira lenda viva em Aracaju, Sergipe. Nascido em 5 de janeiro de 1927 e falecido em 26 de abril de 2012, ele ganhou notoriedade internacional por seu método extraordinário e único de exercer a profissão: em vez de utilizar barcos de apoio para embarcar e desembarcar dos navios cargueiros, ele saltava de alturas impressionantes (de até 17 metros) e nadava distâncias de até 10 quilômetros em mar aberto e no Rio Sergipe para retornar à costa.
Criado em uma casa em frente ao Rio Sergipe, ele aprendeu a nadar antes mesmo de andar direito. Aos 11 anos, após ser visto cruzando o rio a nado para pegar cajus na outra margem, recebeu o apelido de “Zé Peixe” do comandante da Marinha Aldo Sá Brito de Souza.
Em 1947, ingressou no serviço de prático da Capitania dos Portos de Sergipe. O trabalho do prático consiste em guiar navios de grande porte por canais, rios e portos perigosos, desviando de bancos de areia e correntes.
Zé Peixe nunca utilizava colete salva-vidas ou lanchas rápidas de apoio. Ele subia a bordo dos navios escalando cordas, orientava o capitão a manobrar a embarcação e, na hora de ir embora, jogava-se lá de cima no mar, nadando de volta para o cais independentemente do clima ou da força da maré.
De hábitos extremamente simples e corpo franzino, dizia-se que ele evitava banhos de água doce (preferindo apenas o mar) e mantinha uma dieta leve à base de frutas. Zé Peixe trabalhou até os 82 anos de idade, aposentando-se devido ao avanço do Alzheimer. Ao longo de sua carreira, salvou diversas vidas em naufrágios e recebeu inúmeras condecorações da Marinha do Brasil.
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