Do livro ” Memórias de um sertanejo na Suprema Corte do Brasil”, Geraldo Costa Pinto. O autor, nascido em Caicó, no Rio Grande do Norte, entrou para o Supremo em 1974 pelas portas do concurso público e onde trabalhou durante mais de 30 anos. Técnico em eletrônica, foi o criador, em 1977, do setor de áudio, depois seção de áudio, que muito contribuiu para a agilização da publicação de acórdãos. Sabará, José Paulo Sepúlveda Pertence:
” A bem da verdade, foi com o Irineu Tamanini que começaram as grandes transformações na área de comunicação social do Supremo e foi dado o primeiro passo, de cunho técnico, para a criação da Tv Justiça. Fato relevante ocorreu quando no tribunal, já tramitando em fase de licitação um projeto da seção de áudio para a instalação de algumas câmeras de pequeno porte na sala de sessões plenárias. Foi quando o Tamanini convenceu o chefe daquela seção retirar o citado projeto para que ele iniciasse outro mais completo ou de maior porte. Assim foi feito. O arrojo do Tamanini na condução da assessoria de imprensa do STF foi marcante. Cito um episódio, entre muitos: certa vez na tomada de depoimento de um dos réus no processo de impeachment do presidente Collor, o relator proibiu o acesso da imprensa com transmissão ao vivo. Ele insistiu, persistiu, transigiu, redarguiu, até que o relator cedeu, com uma condição. Ele seria responsabilizado por qualquer vazamento que viesse prejudicar a imagem do depoente. De pronto, ele respondeu: ” Vossa Excelência não se preocupe. Se tal prejuízo ocorrer, eu peço exoneração”
