Em 1996 era assessor de imprensa do presidente do STF, o saudoso ministro Sepúlveda Pertence. Estávamos em Fortaleza e ele recebeu uma ligacao do seu dileto, o saudoso brilhante advogado José Antônio Evaristo de Moraes Filho. Vamos jantar hoje à noite, Zé Paulo? Vamos mas eu escolho restaurante. Fechado, respondeu Evaristinho como ele chamava o seu amigo. Pertence, amante de um whisky de primeira linha, gostava muito de água de coco, peixe, camarão e lagosta. Tudo isso estava no cardápio do restaurante Souza, muito simples mas de uma comida que poderia ser chamada de “manjar dos deuses”. O detalhe do restaurante é que ele ficava na parte de trás de uma casa e para chegar lá somente o saudoso senador Marco Maciel tinha condições. O corredor era mais apertado que salário mínimo. O dono do restaurante, o comerciante José Osmar da Silveira, conhecido como Zé do Mangue, morreu em julho de 2026, aos 69 anos. Os familiares não informaram a causa da morte. Ao longo de mais de 40 anos de atuação no setor gastronômico, José Osmar da Silveira transformou o restaurante que levava seu apelido em um dos estabelecimentos mais tradicionais e conhecidos de Fortaleza. A trajetória de Zé do Mangue à frente do restaurante começou há 44 anos, período em que o estabelecimento se consolidou como uma referência da gastronomia da capital cearense.
