blogdotamanini

Desde 02 de outubro de 2019
  • Quem sou eu
  • Origem do meu nome
  • Origem da minha família
  • Histórias
  • Álbum
  • Agradecimento
  • Contato
blogdotamanini
  • Home
  • Histórias
  • O primeiro repórter a entrar ao vivo na Voz do Brasil

O primeiro repórter a entrar ao vivo na Voz do Brasil

Em 1980 fui contratado para ser repórter da Empresa Brasileira de Notícias (EBN) que, além de produzir matérias que eram distribuídas para os jornais, emissoras de rádio e televisão, produzia o programa radiofônico A Voz do Brasil. Conversando com o jornalista Renato Riella, na época era chefe de reportagem da empresa, ele lembrou que fui o primeiro repórter a entrar ao vivo na Voz do Brasil. Eu e Riella, que é baiano, fomos cobrir uma visita do presidente João Figueiredo a Salvador. Quando chegamos na capital baiana, lembrou Riella, a velha Kombi da sucursal não tinha motorista. “Assumi esse papel também”. Quem estava na mesma viagem era o saudoso Carlos Humberto Cunha, também baiano, que cuidava da parte técnica: passava e recebia as matérias pelo fax, o áudio dos repórteres para a Voz do Brasil, recebia de madrugada o clipping de notícias do presidente da República, o famoso Binfo (era um segredo, minguém podia chegar perto do fax), que era o Boletim Informativo do Serviço Nacional de Informações, o temido SNI. Depois descobrimos que o Binfo era simplesmente recortes de jornais. Na hora do descanso o animadíssimo e competente Cunha tomava uma cachaça de respeito. Eu e Riella éramos muito amigos no trabalho e fora dele. Jogávamos “pelada” todos os finais de semana. Na viagem à Bahia fiquei, a seu convite, hospedado na residência dos seus pais.
A “Voz do Brasil”, programa radiofônico há mais tempo no ar no Brasil, foi transmitida pela primeira vez no dia 22 de julho de 1935. Ela vai ao ar originalmente, das 19h às 20h, pela rede da Empresa Brasileira de Comunicação EBC e emissoras educativas, e a legislação obriga a retransmissão por todas as emissoras de rádio do país entre 19h e 22h, com prévia informação do horário ao ouvinte. Durante uma hora ininterrupta, de segunda a sexta-feira, o noticiário traz informações diárias dos três Poderes da República. Até 1995, quando assumiu a presidência do STF o ministro Sepúlveda Pertence, apenas dois Poderes veiculavam notícias no programa: Executivo e Legislativo. Com Pertence na presidência do Supremo o Judiciário passou a veicular suas notícias também. veiculação obrigatória da “Voz do Brasil” está amparada no Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei 4.117/1962, artigo 38, alínea ‘e’). Esse dispositivo, que estabelecia o horário fixo das 19h às 20h, foi validado pelo STF em 1995, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 561.
Sempre iniciada com um trecho da Ópera “O Guarani”, de Carlos Gomes, a “Voz do Brasil” completou 90 anos no ar em julho de 2025 e foi homenageada em sessão solene do Congresso Nacional em 5 de agosto. A longevidade do programa está anotada no Livro dos Recordes (Guiness Book), desde 1995, como o mais antigo do país ainda em transmissão. Mesmo com toda a evolução tecnológica, o rádio é o veículo que conserva suas raízes: ele chega até onde suas ondas possam alcançar, mesmo a locais mais distantes e sem energia elétrica. Esse era o objetivo do programa quando foi criado, em 1935, durante o governo de Getúlio Vargas, com o nome de “Programa Nacional”. Três anos depois, passou a chamar “Hora do Brasil”, já com horário fixo, até se tornar a “Voz do Brasil” em 1971.
Hoje, os 60 minutos do programa são divididos da seguinte forma entre os três Poderes da União: 25 minutos com informações do Poder Executivo, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC); cinco minutos para as notícias do Poder Judiciário, feitos pela Rádio Justiça; 10 minutos para o Senado, a cargo da Rádio Senado; e 20 minutos para a Câmara dos Deputados, realizado pela Rádio Câmara. No caso do Poder Legislativo, Câmara e Senado se alternam para ceder um minuto do tempo para a veiculação de informações do Tribunal de Contas da União (TCU). Quando passou a ser chamar “Voz do Brasil”, nos anos 1970, o programa deixou de ser exclusivo do Poder Executivo e foi dividido com o Legislativo. O Judiciário só passou a ter espaço no noticiário em 1996.
A primeira transmissão do programa “Notícias do Poder Judiciário” foi em 29 de abril de 1996. O jornalista Irineu Tamanini era o secretário de imprensa do STF. Na época, ainda não existia a Rádio Justiça, inaugurada somente oito anos depois. Os primeiros programas tiveram a participação dos jornalistas Wera Keller (edição), Lúcia Safatle (trabalhos técnicos) e Valter Lima e André Ardens (apresentação).
Com a saída de Ardens, Adriana Romeo assumiu o microfone ao lado de Valter Lima e foi a primeira voz feminina fixa do noticiário até 2004, quando o programa passou a ser produzido pela Rádio Justiça. Valter Lima está até hoje na apresentação do programa, que, ano que vem, completa 30 anos levando notícias sobre a Justiça brasileira de forma simples para qualquer pessoa, em qualquer lugar.

Compartilhe0
História anterior
É proibido nascer em Fernando de Noronha
próxima história
“Primeiro o trabalho. Depois você pode beber o rio Amazonas”
blogdotamanini
FacebookTwitterInstagramEmail
@2019 Todos os direitos reservados
  • Home
  • Direito Global
  • Histórias
  • Álbum
blogdotamanini
FacebookTwitterInstagramEmail
  • Quem sou eu
  • Origem do meu nome
  • Origem da minha família
  • Histórias
  • Álbum
  • Agradecimento
  • Contato