Nas décadas de 70 e 80 o sogro da minha tia Nélia Sandy Tamanini (depois Cunha), irmã do meu pai, Waldemar Henrique Tamanini, os portugueses seu Cunha e dona Celeste eram proprietários da Casa Paris, na rua Dias da Cruz, no Meier, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. A loja vendia roupas e tecidos e tinha muito prestígio junto aos moradores da região. Seu Cunha, muito trabalhador, gostava muito dos meus pais. A recíproca era verdadeira. O casal de portugueses morava na rua Hermengarda, próximo da loja, e depois na rua Hilário de Gouveia, em Copacabana. Seu Cunha tinha um profundo respeito pela seriedade do meu pai e, certa vez, emprestou um dinheiro para que ele pudesse comprar um apartamento. Nenhum papel assinado. Meu pai pagou, conforme o acertado, cada centavo, sem nunca ter atrasado um pagamento.
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