Prestava consultoria na área de imprensa para o então presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Flávio Dino. Certo dia ele me liga e revela que estava propenso a deixar o Judiciário para ingressar no mundo político em seu estado de origem, o Maranhão. Não concordei porque ele era muito inteligente e logo iria chegar ao STF. Perguntei se ele não conseguisse se eleger, o que faria já que teria deixado o Judiciário. “Não tem problema, respondeu rindo. Se não me eleger, faço novo concurso para o Judiciário e passo em primeiro lugar novamente”. Dito e feito: Flavio Dino foi eleito para o Congresso, foi governador do Maranhão, ministro da Justiça e chegou ao Supremo. Ainda teve tempo de presidir a Embratur.
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