Há 37 anos, o então presidente do TSE, um mineiro de Cristina, ministro Francisco Rezek, comandava a primeira eleição presidencial após 25 anos de regime militar. A eleição presidencial de 1989 no Brasil foi realizada em dois turnos. O primeiro aconteceu em uma quarta-feira, dia 15 de novembro de 1989, e o segundo em um domingo, dia 17 de dezembro de 1989. Eu era o assessor de imprensa do ministro Rezek, meu primeiro cargo de assessor após 13 anos de repórter esportivo e depois político. Iniciava a minha longa trajetória na área jurídica apesar de nunca ter feito curso de direito e apenas de jornalismo na UnB e no CEUB, em Brasília.
Além do ministro Rezek, oriundo do Supremo, faziam parte da Justiça Eleitoral os seguintes ministros Sydney Sanches e Octávio Gallotti, Miguel Jeronymo Ferrante (pai da novelista Gloria Maria Ferrante Perez e avô da atriz Daniella Ferrante Perez Gazzola); Romildo Bueno de Souza, corregedor, Antonio Vilas Boas e Roberto Rosas, este dois últimos de classe dos advogados. Ao todo, foram 22 candidatos a presidente e igual número de candidatos a vice-presidente da República.
Os principais candidatos à presidência foram: Fernando Collor, Luis Inácio Lula da Silva, Leonel Brizola, Mário Covas e Paulo Maluf. Foi a a primeira eleição direta no país em que o presidente e o vice-presidente da República foram eleitos juntos, norma mantida nos pleitos seguintes e que continua até hoje.
Cédula usada na eleição, de acordo com a ordem apresentada em sorteio realizado pelo TSE:
Lula, Marronzinho,Zamir, Afif, Roberto Freire, PG, Aureliano Chaves, Brizola, Gabeira, Pedreira, Manoel Horta, Corrêa, Celso Brand, Maluf, Mário Covas, Livia Maria, Collor, Affonso Camargo, Enéas, Ulisses Guimarães, Ronaldo Caiado e Eudes Mattar
O diretor-geral do TSE era o dr Sebastião Xavier e o assessor da presidência era o dr José Júlio dos Reis.
Obs: duas pessoas me ajudaram muito na assessoria de imprensa: o jornalista Oliveira e a secretária Marinalva.
