Eu estava nesse dia na arquibancada do Maracanã. Como o jogo era contra o Flamengo, a torcida tricolor ficava à direita das cabines de rádio e a do Flamengo, à esquerda. O árbitro Armando Marques foi homenageado pela torcida rubro-negra após Wilton marcar um gol de mão. Não tinha Var e a jogada de contra-ataque do Fluminense foi muito rápida.
Naquela tarde de 13 de outubro de 1968, o Fla-Flu era disputado pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, no Maracanã. A partida ficou marcada por um gol marcador pelo atacante do Fluminense, Wilton. O lance foi ignorado pelo árbitro Armando Marques, que foi muito vaiado e xingado pela torcida adversária após o lance. O coro rubro-negro: “é hora do lanche, que hora tão feliz. Queremos a bunda do juiz”.
Eram decorridos treze minutos do primeiro tempo. O ponta-direita tricolor Wilton, arisco e velocíssimo, recebeu um lançamento em profundidade. Ao descrever Wilton, Nelson Rodrigues sempre afirmava: “O garoto corre mais do que um coelhinho de desenho animado”. E corre mesmo, tanto que conseguiu ultrapassar seu marcador, em sua velocidade fulminante. Por um capricho do destino, Marco Aurélio, o arqueiro rubro-negro, saíra bem do gol, e agarraria a bola com tranquilidade. Mas então, o atacante enganou o goleiro, ajeitando a bola com a mão, para depois, livre, marcar o gol da vitória Tricolor. O lance que foi repetido milhares de vezes na televisão, somente não foi percebido pelo juiz Armando Marques e o bandeirinha Antônio Viug, irritando profundamente a torcida rubro negra.
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