Há 57 anos – tinha 14 anos – assisti no Maracanã uma partida especial. Dia 31 de agosto de 1969 quando o Brasil recebeu o Paraguai, no Maracanã, pela última rodada do Grupo B das Eliminatórias da Conmebol para a Copa do Mundo de 1970, no México. Era o time das ‘Feras do Saldanha’, cujo técnico, o jornalista gaúcho, João Saldanha havia montado uma equipe que encantava a todos os torcedores. Vencemos de 1 x 0, gol de Pelé. Além do Rei, a Seleção Brasileira, tinha craques como Carlos Alberto, Gerson, Tostão, Jairzinho e Edu etc … O Maracanã estava abarrotado de torcedores. O borderô mostrava isso: oficialmente, 183.341 pessoas pagaram ingresso para ver a partida e este é, oficialmente, o recorde do Maracanã (que nunca mais será batido, diga-se) e o jogo de maior público da história da Seleção Brasileira em todos os tempos. Não dava nem para ir ao banheiro. Quem saísse do seu lugar, não voltava.
Obs:
comentário do Paulo Roberto Xavier, irmão do saudoso ponta-direita do Fluminense na década, Wilton Cezar Xavier: ia com meu pai Xavier, ex-artilheiro do Atlético Mineiro, e o finado Maracanã era tudo de bom. Ficávamos no setor 8 para nos encontrarmos com o Wilton que subia junto com elenco tricolor no setor 4 para ver a preliminar. Ao final, voltávamos todos juntos para Volta Redonda (RJ) onde tínhamos residência.
Comentário do Francisco de Assis Freitas, marido da Inês, mais conhecido como Chiquinho: Tinha 11 anos, mas vivi essa magia sem entender muito. Meus pais tios e primos estavam contagiados, afinal era o Brasil e a seleção “canarinho”.hoje sem querer saudosamente “pode essa palavra”, reconheço o quanto somos pobres de fartura futebolística “craques” torcedores patriotas onde a ponta das chuteiras representava uma Nação ávida por futebol. Como era bom ser torcedor de futebol!!!!
Comentário do meu velho amigo, coronel aposentado da PM-DF e zagueiro dos bons nas nossas “peladas de finais de semana:José Laurence Cirino Rockembach: Na véspera desse jogo eu estava de serviço pelo Exército, no Batalhão de Guardas , em São Cristovao – meu saudoso pai, Waldemar Henrique Tamanini, também serviu no BG . Eu era segundo tenente e como o quartel ficava bem perto do Maracaná (íamos a pé) comprei o ingresso. No domingo, dia da partida, tomei meu café e ia para casa quando veio a ordem do Comando do 1 Exército: prontidão a partir daquele momento porque havia suspeita de que haveria problemas com torcedores, quebra-quebra. Perdi o jogo mas em compensação pedi a um amigo para vender o meu ingresso. Comprei por 5 e vendi por 25 da moeda da época. Ainda rachei o lucro com ele. Mas valeu. Um grande abraço.
