No dia 27 de dezembro em 1875, aportava em Vitória (ES) o navio Fenelon procedente do porto de Le Havre, na França. Nele vinha o meu bisavô Giuseppe Tamanini, nascido em 19 de março de 1857 em Trento à época do seu nascimento sob o domínio da Áustria. Vinham, ainda, mais 412 imigrantes italianos: 403 de Trento (à época sob o domínio da Áustria) e 9 da Lombardia.
Mas o Espírito Santo não era o destino do Fenelon. O destino era o porto do Rio. “Nos primeiros meses de 1876, manifestou-se, com nova virulência, uma epidemia de febre amarela no Rio de Janeiro. A hospedaria foi fechada e buscaram-se outras soluções para não amontoar os imigrantes em sua chegada, expondo-os ao perigo do contágio. Muitos navios provenientes da Europa foram desviados para outros portos.”Também em 27 de dezembro, de 1888, porém, ancorou em Vitória o navio Ádria, conduzindo de Gênova 1.552 italianos para o Espírito Santo. O Ádria foi a embarcação que mais trouxe passageiros imigrantes ao Espírito Santo em uma única viagem, o que ocorreu no mesmo ano da abolição dos escravos, quando é acelerado o fluxo de imigrantes para substituição da mão de obra escrava nas fazendas. Giuseppe se casou com Giditta De Nicolo, imigrante trentina, em Santa Teresa (ES). O casal teve cinco filhos, todos nascidos no Brasil: Speranza Tamanini (29/12/1884 – 25/12/1953), Maria Tamanini (10/02/1893 – 07/12/1983), Lourenço Luiz Tamanini (15/10/1894) que veio a se casar com a escritora Virginia Tamanini em 28/08/1915 e o meu avô Eugenio Tamanini (14/07/1898 – 28/11/1977). Eugenio teve um irmão gêmeo de nome Anselmo que faleceu logo após o parto. Meu avô Eugenio se casou com a minha avó Maria Lina Nippes Tamanini em 28/08/1925 no distrito de Santa Teresa, chamado de 25 de julho. O casal teve Walter José Tamanini, Irineu Carlos Tamanini, (meu pai) Waldemar Henrique Tamanini e Nelia Sandy Tamanini.
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