blogdotamanini

Desde 02 de outubro de 2019
  • Home
  • Quem sou eu
  • Origem do meu nome
  • Histórias
  • Álbum
  • Agradecimento
  • Momento de emoção
  • Contato
blogdotamanini
  • Home
  • Histórias
  • Fobica, o primeiro trio elétrico da Bahia

Fobica, o primeiro trio elétrico da Bahia

O blogdotamanini também é cultura: a história do Ford T, carinhosamente chamado de Fobica, que virou o maravilhoso Trio elétrico. O fobica, o veículo que é considerado o primeiro trio elétrico, fica exposto na Casa da Música, no Parque Lagoa do Abaeté, em Salvador, na Bahia.

Alguém que distraidamente olhasse o pequeno e colorido carro modelo Ford T, carinhosamente chamado de Fobica, em exposição, poderia até não ligar a sua história ao maior símbolo do carnaval baiano, o trio elétrico. Mas o fato é que sem ele tudo o que sabemos do maior carnaval de rua do planeta poderia não existir. O equipamento – minúsculo quando comparado às versões atuais – que foi criado pelos músicos Adolfo Antônio do Nascimento, Dodô, e Osmar Macêdo, na década de 1950, é o responsável por dar à folia baiana o tempero que conquistou o mundo. No entanto, longe dos pesados e brilhantes caminhões munidos de caixas de som de última geração, responsáveis por levar as vozes de estrelas da música baiana ao mundo inteiro e fazerem tremer os corpos e os edifícios por onde passam, movimentando pelo caminho cifras milionárias, a Fobica guarda uma história mais simples.

De acordo com o músico Armandinho Macêdo, filho de Osmar, a ideia de transformar um carro antigo em um palco itinerante surgiu dias antes do Carnaval de 1951. O clube de frevos pernambucano Vassourinhas estava passando em escala de navio por Salvador e arrastou uma multidão de soteropolitanos pelas ruas do centro da cidade a pedido do governador do estado. “Quando meu pai viu o povo enlouquecendo com o ritmo do frevo, teve a ideia de tocar com Dodô. Ele disse: ‘Dodô, bora aprender mais frevo para tocar e vamos ligar lá na Fobica, a gente toca o frevo e a percussão sai tocando pelo asfalto’. O negócio foi assim, a orquestra estimulou e eles desenvolverem a ideia. Eles só tocavam para brincar no Carnaval, ninguém ganhava nada, era só diversão mesmo, não lucraram nada até o último ano deles, que foi 1961”, conta Armandinho. Armandinho garante: “Foi o povo que popularizou o nome trio elétrico

Ele também afirma que o nome “trio elétrico”, intrinsecamente ligado à imagem do caminhão de som e luz que faz a alegria de milhões de pessoas mundo afora, foi popularizado pelos foliões, não por seus inventores, que sequer haviam pensado em batizar a própria criação. “Trio Elétrico era o nome da banda que meu pai tinha com Dodô e outro músico. Eles começaram a fazer um sucesso danado com a Fobica, ficava todo mundo na rua esperando o tal trio elétrico; e o povo, com o passar dos anos, quando viu outros veículos semelhantes como o Conjunto Atlas e 5 Irmãos chegando, começavam a gritar ‘lá vem outro trio elétrico!’. Foi o povo que popularizou o nome, que era, na verdade, o nome do conjunto de meu pai com Dodô”.

Fato que passa despercebido para muitos foliões que hoje se juntam ao coro das grandes vozes da música, o trio elétrico tocou apenas músicas instrumentais por mais de 20 anos. Só a partir de 1975, pela iniciativa de Moraes Moreira, é que as vozes dos artistas começaram a ser ouvidas. “O trio era todo som, todo cavaquinho elétrico, Moraes, que tinha estourado com a música Jubileu de Prata, pegou o microfone que a gente só usava para puxar os foliões e começou a dar uma cantadinha aqui e outra ali. Nessa de cantar uma horinha ou outra, o negócio foi pegando e quando a gente menos pensou, Baby do Brasil e Paulinho Boca de Cantor, nos anos seguintes, começaram a cantar também”, lembra Armandinho.

Compartilhe0
História anterior
A Nigéria e o Brasil
próxima história
Meu pai foi dentista do Cauby Peixoto
blogdotamanini
FacebookTwitterInstagramEmail
@2019 Todos os direitos reservados
  • Home
  • Direito Global
  • Histórias
  • Álbum
blogdotamanini
FacebookTwitterInstagramEmail
  • Home
  • Quem sou eu
  • Origem do meu nome
  • Histórias
  • Álbum
  • Agradecimento
  • Momento de emoção
  • Contato