Trabalhei como assessor de imprensa de dois dos maiores ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Francisco Rezek e o saudoso José Paulo Sepúlveda Pertence. Com Rezek, trabalhei em 1989 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na primeira eleição direta para presidente da República após 25 anos de regime militar. Trabalhei também no STF mas Rezek era apenas ministro. Não chegou a exercer a presidência porque aceitou ser ministro das Relações Exteriores e depois membro da Corte Internacional da Haia. Com Pertence trabalhei no STF e do TSE, ambos ele ocupando a presidência. Tanto Rezek quanto Pertence eram super amigos de um dos maiores criminalistas do pais, José Antônio Evaristo de Moraes Filho. Por ironia do destino acompanhei Pertence no enterro de Evaristinho, como ele se dirigia ao amigo, no cemitério do Caju, no Rio de Janeiro, em março de 1997.
José Antônio Evaristo de Moraes nasceu no Rio de Janeiro em 9 de abril de 1933, vindo a falecer no dia 28 de março de 1997, também no Rio de Janeiro. Foi um advogado criminalista e jurista brasileiro e um brilhante professor de Direito. Alem disso, foi Auditor do Superior Tribunal de Justiça Desportiva da CBF, ex-presidente do Conselho Estadual de Política Criminal e Penitenciária, fundador e membro do diretório nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), fundador do jornal Última Hora, membro do Conselho Federal da OAB, membro do Instituto dos Advogados do Brasil, dentre muitas outras.
Era filho do também advogado criminalista Antônio Evaristo de Moraes e Dora Szlencka. Formou-se em Direito a 19 de dezembro de 1955, pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, instituição onde passou a lecionar Direito Penal. Antes mesmo de sua colação de grau já havia estreado no tribunal do júri, em 1953. Mais tarde, montou escritório junto ao colega Ricardo Lira, civilista, ao qual mais tarde juntou-se Fernando Strachmann, expert em Direito Comercial. Dentre seus casos mais famosos está a queda do elevado Paulo de Frontin, o crime da rua Tonelero, em Copacabana, a extradição de Franz Stangl, o acidente do Bateau Mouche, a prisão de Edir Macedo, a defesa penal de Collor no caso do impeachment, dentre muitos outros célebres casos que o notabilizaram como causídico. Atuou, ainda, durante o período de regime militar na defesa de perseguidos políticos como Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros (ex-presidentes), Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Arthur da Távola, Fernando Gabeira, dentre outros.
Um dos casos em que atuou e que continua a ter repercussões na política do Brasil é o do “Roubo do Cofre de Adhemar de Barros”, em que teria atuado o grupo da ex-presidente da República, Dilma Rousseff.
Era casado com Marlene Kieffer de Moraes, com que teve três filhos.
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