Essa história envolvendo o presidente João Figueiredo ocorreu quando ele estava no pleno exercício do cargo de Presidente da República. Era um domingo, dia de Ela-Flu no Maracanã. Figueiredo morava na Granja do Torto e durante o almoço aceitou uma aposta com o seu ajudante de ordens, major Dias Dourado. Torcedor apaixonado do Fluminense, Figueiredo disse que se o seu time de coração perdesse o jogo ele teria que se apresentar com a camisa do time adversário na primeira audiência do dia seguinte no seu gabinete, no terceiro andar do Palácio do Planalto. O placar foi 2×1 para o Flamengo. Figueiredo levou a sério. A sua palavra valia mais. Vestiu a camisa do clube rubro-negro. Na antessala o major Dias Dourado – conhecido entre os assessores palacianos como vice-rei – avisou ao deputado João Carlos De Carli. “Nao ria e nem provoque o chefe”. Ao abrir a porta, dedo em riste, Figueiredo, vestindo a camisa do Flamengo, avisou: “Se rir de mim, te meto a mão cara”. Figueiredo e De Carli eram muito amigos. Ainda bem.
