Desde 1973 sou amigo do Paulo Sérgio de Oliveira Lima, o goleiro Paulo Sérgio que brilhou no futebol defendendo a Seleção Brasileira na Copa de 1982 na Espanha, no Fluminense, onde atuou no juvenil e se profissionalizou, Vasco e Botafogo, onde viveu os seus melhores dias como goleiro. Aos 10 anos – nasceu em 24 de julho de 1954 – estudava no Educandário Menino Jesus, em Santa Teresa. Um dos seus colegas de sala é o Embaixador Manuel Innocêncio Santos, hoje, após viver muitos anos no exterior, retornou ao Brasil e reside no Rio de Janeiro. Os primeiros passos de Paulo Sérgio foram dados no futebol de salão do infantil do Vasco. Não demorou muito na Colina porque em 1968 um diretor do Fluminense, Américo Farias, viu ele jogando “pelada” nos campos do Aterro do Flamengo e levou para o dente de leite do Fluminense. Da época de juvenil do Vasco ele não se recorda de ninguém porque o tempo foi muito curto. Já no dente de leite do Fluminense ele lembra de dois nomes que atuaram com ele: Dufrayer ( já falecido ), que no profissional atuava no meio-campo e era apontado por todos como substituto do Denilson, o Rei Zulu e Geraldinho, um ponta-direita baixinho mas muito veloz.
Após encerrar a carreira no futebol de campo, Paulo Sérgio brilhou no futebol de praia ao lado de Zico, Edinho, Cláudio Adão e outros. Do Leblon, onde morou vários anos, Paulo Sérgio foi com a familia para Vitória, no Espírito Santo. Atualmente, é comentarista de esportes em uma rede de tv local. Na época de Fluminense, Paulo Sérgio morava com os pais em Botafogo em um prédio ao lado da Sears. Nesse tempo, convidei para uma pequena festa no apartamento dos meus saudosos pais na Selva de Pedra, no Leblon. Era aniversário do meu pai. Paulo Sérgio levou de presente uma camisa cinza número 12 da Seleção Brasileira que ele usara no jogo contra a Seleção da França. Meu pai adorou e usava com frequência nas caminhadas pelo bairro. Para concluir, somos amigos até hoje e Paulo Sérgio, assim como Carlos Alberto Pintinho ( hoje mais espanhol do que brasileiro, mora em Sevilha) e Zé Roberto, o ponta-esquerda da Máquina de 1975, voltou a morar em Três Rios, é um dos melhores amigos que fiz no futebol. Outro grande amigo desde 1975 é o goleiro Renato, o Aranha Negra, ex-Seleção Brasileira na Copa de 1974 na Alemanha, Atlético Mineiro, Fluminense, Flamengo, Bahia e Arábia Saudita. Renato, garoto de Copacabana, reside há vários anos em Uberlândia (MG), onde também atuou. Tinha também o Zé Maria, um lateral-direito de Volta Redonda que era muito parecido com o Marco Antonio Feliciano, mas que infelizmente nos deixou muito cedo.Hoje minha amizade é com o Jorge Luis, seu irmão, que também jogou de zagueiro nas Laranjeiras e mora na Cidade do Aço. Tenho um amigo mais recente, o Paulo Roberto Xavier, também de Volta Redonda, que gostaria muito de ter conhecido na década de 70. Ele é irmão do meu ídolo de infância, o ponta-direita Wilton que nos deixou. Outro amigo é o Carlinhos, ex-lateral-esquerdo Fluminense e das Seleções de base do Brasil, irmão de um grande amigo que também se foi muito cedo: Kleber, o Bequinha, camisa 8 dos melhores do Fluminense. Não tenho a menor dúvida que se jogassem nos dias de hoje, Pintinho e Kleber, estariam vestindo as camisas do Real Madri ou Barcelona. Jogavam o fino da bola. Craques de bola de verdade.
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