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Carlos Velloso volta a sua terra, Entre Rios de Minas

Trabalhei como assessor de quatro presidentes do TSE: Francisco Rezek, Sydney Sanches, Sepúlveda Pertence e Carlos Mário Velloso. Três mineiros e um paulista. Com o ministro Velloso trabalhei logo depois que o ministro Pertence deixou o tribunal, a partir de novembro de 1994. Permaneci até maio de 1995 quando Pertence assumiu a presidência do Supremo. Velloso é um jurista amplamente reconhecido por sua longa carreira no serviço público e por ter sido presidente do STF entre 1999 e 2001. Ele é respeitado como um dos constitucionalistas de maior expressão no país.Sua trajetória inclui passagens por várias das mais altas cortes do Brasil. Ele atuou como juiz federal, ministro e presidente do extinto Tribunal Federal de Recursos (TFR), ministro do TSE e do STF. Velloso se aposentou no Supremo em 2006, ao atingir a idade limite de 70 anos, passando a atuar na advocacia privada e lecionar.Sua gestão no TSE ficou historicamente marcada pela implementação e organização das urnas eletrônicas no Brasil, sistema que o ministro aposentado defende ativamente até hoje. Ele é também professor emérito da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB) e continua a proferir palestras e aulas magnas sobre a Constituição Federal.
Hoje (21.7.2026) Velloso e seu filho (ambos torcedores apaixonados do Atlético Mineiro), o advogado Carlos Mário Velloso Filho, chamado pelos amigos de Camario, foram até à cidade mineira de Entre Rios de Minas, onde o ministro nasceu em 19 de janeiro de 1936, filho do Juiz Achilles Teixeira Velloso e de D. Maria Olga da Silva Velloso. Concluiu o Curso Ginasial no Colégio Santo Antônio de São João del Rei, Minas Gerais (1953), e o Curso Clássico no Colégio Estadual de Minas Gerais, em Belo Horizonte (1957). Diplomado pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, em 1963, passou a exercer a advocacia em Belo Horizonte. Velloso volta à sua cidade natal para marcar os seus 90 anos bem vividos com a professora Maria Ângela Penna Velloso. Prestou concurso público de provas e títulos para o cargo de Promotor de Justiça do Estado de Minas Gerais, em 1964, obtendo o terceiro lugar, e, em 1966, foi aprovado, em segundo lugar, no concurso público de provas e títulos para o cargo de Juiz Seccional do Estado de Minas Gerais, alcançando, ainda no mesmo ano, o quinto lugar, em concurso público de provas e títulos para Juiz de Direito do mesmo Estado. Em março de 1967, foi nomeado Juiz Federal em Minas Gerais, cargo em que tomou posse no mês seguinte, nele permanecendo até 1977. No biênio 1970/1971, foi Diretor do Foro e Corregedor da Seção Judiciária Federal de Minas Gerais. Integrou o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, de 1969 a 1971 e de 1973 a 1975, tendo presidido, em 1974, a Comissão Apuradora das Eleições Parlamentares no Estado, feita pioneiramente pelo computador.
Em dezembro de 1977, foi nomeado para o cargo de ministro do Tribunal Federal de Recursos, tomando posse no mesmo em 19 de dezembro e desempenhando as respectivas funções até 7 de abril de 1989, data em que foi instalado o Superior Tribunal de Justiça. Naquele Tribunal, de 1985 até 6 de abril de 1989, presidiu a 6ª Turma; integrou a Comissão de Jurisprudência e Regimento (1978/1980), que elaborou o Regimento Interno e criou a Súmula de Jurisprudência; foi eleito Diretor da Revista para o biênio junho de 1978 a junho de 1981; designado membro efetivo da Comissão de Jurisprudência, na nova fase desta, em setembro de 1980, passou a presidi-la, até 1983; a partir desse ano passou a presidir a Comissão de Regimento.
Com a criação, pela Constituição de 1988, do Superior Tribunal de Justiça, e a instalação deste, em 7 de abril de 1989, passou a integrá-lo (Constituição de 1988, art. 27, § 2º, I, do ADCT). Exerceu, pois, a partir de 7 de abril de 1989, o cargo de Ministro do Superior Tribunal de Justiça (Constituição, art. 104), tendo integrado a sua 1ª Seção, especializada em Direito Público, e a sua 2ª Turma, da qual foi presidente. No Superior Tribunal de Justiça, foi membro efetivo e presidente da Comissão de Regimento Interno do Tribunal (Regimento Interno, art. 40, § 1º, I). Permaneceu naquele Tribunal até 12 de junho de 1990.
Foi nomeado, por decreto de 28-5-1990, publicado no Diário Oficial de 29-5-1990, do Presidente da República, após aprovação pelo Senado Federal, Ministro do Supremo Tribunal Federal, para a vaga decorrente do pedido de exoneração do Ministro Francisco Rezek. Tomou posse em 13 de junho de 1990. Integrou a Comissão de Regimento e a Comissão de Coordenação do Supremo Tribunal Federal.

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