Conheci o saudoso ministro José Delgado em 1995, bem antes dele ser nomeado para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Eu era assessor de imprensa do então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Mário Velloso. Estávamos em uma viagem oficial a um órgão da justiça em Natal (RN). No sábado p-pela manhã fizemos uma caminhada na orla e, antes de retornarmos a Brasília o então juiz federal José Delgado e a esposa, Maria José, mais conhecida pelos amigos de Zezé, nos ofereceu um almoço delicioso, à base de peixe e camarão, em seu apartamento na capital potiguar. No almoço, Zezé ele anunciou que tinha preparado uma paçoca especial. Quando chegou tigela, achei estranho porque a paçoca era uma farofa salgada feita com carne de sol ou carne-seca, cebola e farinha de mandioca. Disse para a Zezé: No Rio de Janeiro, onde nasci, a paçoca é um doce à base de amendoim, açúcar e sal. Tenho um tio que mora em Pirai, perto do Rio, irmão da minha mãe, que faz uma paçoca deliciosa. “Vou pedir a ele para preparar uma paçoca especial e envio aqui para Natal, disse para a Zezé. Dito e feito: ele preparou uma paçoca especial e enviei para o casal”.
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