Alceu Valença é meu vizinho aqui no bairro do Leblon, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro. Sempre é visto dando uma “canja” aos artistas de rua que se apresentam nas esquinas das principais ruas, como a Carlos Gois, com a Ataulfo de Paiva, principal rua do bairro. O cantor nasceu em 1946, no agreste pernambucano, em São Bento do Una, nascia um menino destinado a levar a alma do nordeste para o mundo. Anos depois, em 1965, ela ingressava na tradicional Faculdade de Direito de Recife. O caminho parecia traçado para a advocacia mas havia uma força maior chamando por ele: a música. Nos anos 70, Alceu mergulhou nos festivais, nos festivais, e nos sonhos de uma geração. Ao lado do amigo Geraldo Azevedo deixou Pernambuco em direção ao Rio de Janeiro em busca de um espaço na música brasileira. Mesmo formando-se em Direito e chegando a estudar em Harvard (EUA) foi nos palcos que encontrou o seu verdadeiro destino. Em 1974, lançou o seu primeiro disco denominado “Molhado de Suor”, iniciando uma trajetória que mudaria para sempre a cultura brasileira. O reconhecimento nacional explodiu na década de 1980 com o lançamento;camento de sucessos como “Coração bobo”e “Cavalo de pou”. Ele transformou a sua voz em um símbolo do nordeste. Décadas depois, em 2017, recebeu oficialmente a sua carteira da OAB, fechando um ciclo iniciado na juventude na capital pernambucana. Hoje, Alceu Valença é muito mais que um cantor, é a voz de Pernambuco. Um dos maiores artistas da história do Brasil.
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