Poucos sabem mas a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, do STF, tem em casa guardada com muito carinho a coleção completa do jornal Pasquim. Nascida em Espinosa, Minas Gerais, Cármen Lúcia completou 20 anos de atuação no Supremo no dia 21 de junho de 2026. Ao longo de duas décadas na Corte, construiu uma trajetória marcada pela formação humanista, pela defesa da democracia e pela compreensão de que o Direito deve estar a serviço da dignidade da pessoa humana. Sua atuação também se destacou pelo compromisso com o serviço público, o magistério e a valorização das instituições democráticas.
O Pasquim foi o mais importante e influente jornal da imprensa alternativa brasileira, publicado entre 1969 e 1991. Fundado no Rio de Janeiro por nomes como Ziraldo, Jaguar e Millôr Fernandes, o tabloide usava o humor, a charge e a sátira para ridicularizar a ditadura militar e debater a contracultura. Em um texto inovador, revolucionou o jornalismo brasileiro ao adotar uma linguagem coloquial e direta, além de introduzir longas e famosas entrevistas de capa. Reuniu os maiores talentos da época, incluindo Henfil, Paulo Francis, Ivan Lessa, Fortuna e Sérgio Augusto. A redação enfrentou forte censura, teve suas bancas atacadas por bombas e chegou a ser presa inteiramente após uma sátira ao quadro “Independência ou Morte”
