Ontem, hoje e sempre. Nada muda. A única diferença é que a OAB tinha voz ativa. Não fugia do debate e das críticas. CPI serve para garantir manchetes de jornais e mais nada. O resultado final é sempre o mesmo: pizza. Veja o que disse em 28 de dezembro de 2004 o então presidente nacional da OAB, Roberto Busato sobre a CPI do Banestado, durante entrevista ao site Consultor Jurídico: “Termina em clima de pizza, de festa, em clima de Natal, ficando os culpados sem serem denunciados e as pessoas inocentes, violentadas no seu direito à intimidade”. Foi assim que o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato definiu a conclusão da CPI do Banestado, encerrada na última segunda-feira (27/12/2004), sem que fosse votado o relatório final do deputado José Mentor (PT-SP). “Este é um dos piores exemplos de comportamento político que podia dar o Congresso neste fim de ano”, completou. A CPI mista do Banestado pretendia, desde o início, ser a maior investigação parlamentar já realizada no país. Durante os 18 meses em que ela ocorreu, foi criado um clima que indicava a possibilidade de apontar vários políticos importantes do Brasil como integrantes de um esquema de remessas ilegais de dinheiro para o exterior.
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