Quando tinha meus 15 anos passei quinze dias de férias durante o mês de janeiro em Cabo Frio na casa de um amigo da escola, o Fernando. Durante esse período juntei um dinheiro que meu pai havia me dado e aluguei uma Velosolex, hoje seria uma bicicleta elétrica. Foram trinta minutos de glória. O sentimento é que era o dono do mundo. Nunca mais esqueci. O problema é que os ponteiros do relógio “voaram” é tive que voltar à realidade. Queria alugar mais trinta minutos mas não tinha mais dinheiro. Quanta frutração !!!
Apesar de ostentar o título de cidade mais antiga da Região dos Lagos e uma das primeiras do país, Cabo Frio enfrenta atualmente um apagamento histórico devido à falta de um espaço público dedicado à preservação de sua identidade. O debate sobre a urgência de um Centro de Memória ganhou força recentemente, durante as mesas de discussão do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio, o FINCCA.
Atualmente, o principal suporte para quem busca resgatar a história regional a partir da década de 1990 está no setor privado, mais especificamente na sede Folha dos Lagos, no Centro de Cabo Frio. Fundado em abril de 1990, o veículo mantém sob seus cuidados um arquivo físico com cópias de todas as mais de seis mil edições publicadas desde a sua fundação. No entanto, para investigações de períodos anteriores a essa data, os pesquisadores dependem de esforços individuais e recursos próprios para que as memórias não desapareçam.
A lentidão do poder público cabo-friense impede a implementacão de uma estrutura semelhante à de Búzios.
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